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Quando o corpo dá sinais: atenção à ingestão de magnésio

Nem sempre o organismo fala alto quando algo não vai bem. Muitas vezes, ele envia pequenos sinais que passam despercebidos na correria do dia a dia. A ingestão insuficiente de magnésio é um bom exemplo disso. Em vez de sintomas óbvios, o que costuma aparecer são desconfortos leves e persistentes que muita gente atribui apenas ao estresse ou ao cansaço da rotina.

Entre os sinais mais comuns estão as câimbras frequentes e as contrações musculares involuntárias, especialmente no período da noite. Isso acontece porque o magnésio participa do processo de relaxamento muscular. Quando o consumo não é adequado, o músculo pode permanecer mais tensionado, favorecendo espasmos e aquela sensação incômoda de músculo “repuxando”.

A qualidade do sono também pode ser impactada. Pessoas com baixa ingestão do mineral frequentemente relatam dificuldade para adormecer ou para manter um sono realmente reparador. O motivo é que o magnésio atua no equilíbrio do sistema nervoso, ajudando o corpo a entrar em estado de relaxamento. Sem níveis adequados, a mente tende a ficar mais acelerada, dificultando o descanso profundo.

Outro ponto que merece atenção é o cansaço constante. Mesmo após uma noite inteira de sono, pode surgir a sensação de falta de energia ao longo do dia. Isso ocorre porque o magnésio está envolvido em processos importantes de produção energética no organismo. Quando a ingestão não acompanha a necessidade do corpo, a disposição física e mental pode diminuir gradualmente.

Mudanças de humor, maior irritabilidade e dificuldade para lidar com o estresse também aparecem com certa frequência. Como o mineral participa de funções neurológicas, sua ingestão inadequada pode contribuir para uma sensação contínua de tensão e menor capacidade de relaxar no dia a dia.

Alguns perfis de pessoas devem ficar ainda mais atentos. Quem pratica exercícios com frequência, vive sob pressão constante, consome muitos alimentos ultraprocessados ou mantém baixa ingestão de vegetais verde-escuros e oleaginosas pode ter maior risco de ingestão insuficiente. O estilo de vida moderno, com alimentação cada vez mais industrializada, também influencia esse cenário.

A base para manter bons níveis do mineral continua sendo uma alimentação equilibrada e variada. Incluir folhas verde-escuras, sementes, castanhas e leguminosas na rotina alimentar pode ajudar bastante. Em situações específicas, a suplementação pode ser uma alternativa para complementar a ingestão diária, sempre considerando as necessidades individuais.

Ficar atento aos sinais do próprio corpo e fazer ajustes simples na rotina pode trazer benefícios perceptíveis com o tempo, especialmente na qualidade do sono, no relaxamento muscular e na sensação geral de bem-estar. Pequenas mudanças consistentes costumam gerar grandes diferenças ao longo das semanas.

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